Morte di John Strugnell (1930-2007)
(Fonte: Observatório Bíblico) Em 30 de novembro passado, morreu, em Boston, o Professor John Strugnell, aos 77 anos (1930-2007).
Strugnell trabalhou cerca de 40 anos com os Manuscritos do Mar Morto. Vi a notícia no PaleoJudaica.com, de Jim Davila, que trabalhou com ele nos Manuscritos na década de 80 e testemunha: “He was a giant in the field” [Ele era um gigante na área].
Sobre a publicação dos Manuscritos, escrevi em meu artigo Os Essênios: a Racionalização da Solidariedade, no item Publicação:
Para trabalhar com os fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto é constituída, na década de 50, uma equipe internacional no Museu Arqueológico da Palestina, em Jerusalém Oriental, pertencente à Jordânia. O chefe da equipe é o dominicano francês R. de Vaux. Com ele trabalham Frank Moore Cross, americano, presbiteriano; J. T. Milik, polonês, católico; John Allegro, inglês, agnóstico; Jean Starcky, francês, católico; Patrick Skehan, americano, católico; John Strugnell, inglês, presbiteriano; Claus-Hunno Hunziger, alemão, luterano. Predominam especialistas de Harvard (USA), École Biblique (Jerusalém) e Oxford (Inglaterra).
Com a morte de R. de Vaux em setembro de 1971, a função de editor-geral passa para seu colega dominicano Pierre Benoit, que por sua vez, ao morrer em 1987, passa o cargo para John Strugnell. Durante todos estes anos, a equipe continua pequena. Quando um pesquisador morre ou se retira, é substituído por outro e pronto. Strugnell, porém, lutará por duas coisas: pela expansão do pequeno grupo original encarregado dos manuscritos e pela inclusão neste equipe de pesquisadores judeus.
Entretanto, cresce no meio acadêmico mundial a insatisfação com a demora na publicação dos documentos. Alguns nomes se destacam neste protesto: Robert Eisenman, da Universidade do Estado da Califórnia, Philip Davies da Universidade de Sheffield, Reino Unido, e Hershel Shanks, fundador da Biblical Archaeology Society. Eles tentam o acesso aos manuscritos, mas são barrados por J. Strugnell.
Após polêmica entrevista aos jornais, em dezembro de 1990, John Strugnell é demitido do cargo pela Israel Antiquities Authority (IAA), que indica Emanuel Tov como editor-chefe e amplia a equipe para cerca de 50 pesquisadores. Em 2001 a publicação dos Manuscritos foi concluída. Confira bibliografia aqui e aqui.
Para fotos de vários pesquisadores dos Manuscritos do Mar Morto, incluindo Strugnell ainda jovem, clique aqui.








































































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